Siririca baby
Tenho falado um bocado sobre sexo ultimamente, provavelmente porque estou sem. Eu tenho namorado. A dois mil quilômetros de distância, mas tenho. Também tenho escrúpulos, o que quer dizer que não vou ficar com outra pessoa porque faz parte da minha natureza monogâmica. Quem mandou ser careta? Azar meu.
É claro que isso não passaria impune pelos meus adorados amigos de língua afiada. Dia desses, mesa de boteco só com mulheres, o assunto descambou pra sexo e vieram as piadinhas do tipo “não sei como você agüenta”, ao que respondi que ia me virando bem sozinha, mesmo não tendo a mesma graça. Pronto! Estrago feito! Os olhares na minha direção não eram mais jocosos, variavam entre o incrédulo e o horrorizado. Eu havia tocado no assunto proibido. Uma levanta para ir ao banheiro, outra vai buscar cerveja, duas começam a falar sobre trabalho. Porra! O que foi que eu fiz de errado!?
Sinceramente, eu sou pervertida, mesmo, ou o mundo é que é reprimido? Lembrei de uma conversa que tive tempos atrás com outra amiga. Ela estava de namorado novo, insegura por ainda não ter feito test drive no moço, reclamava que tinha 25 anos e não sabia o que era orgasmo. Mas nunca? – Perguntei – Nem sozinha? O olhar dela foi semelhante ao das garotas no boteco. Parecia que eu a tinha ofendido. Ela sequer havia pensado nessa possibilidade.
Engraçado. As mulheres que eu conheço vão a sex shops, dão em cima dos caras que lhes despertam interesse, tomam anticoncepcional, fazem sexo casual, mas não se masturbam. Alguém vai me dizer que é cultural, que meninos ganham revistas de sacanagem aos 12 enquanto meninas são ensinadas a esperar o príncipe encantado. Tá, até entendo os motivos, só que continuo achando injusto a mulherada chegar aos 30 sem nunca ter gozado. Poxa, se os homens são tão bons nisso (às vezes para o nosso azar) é porque têm muito mais prática. Qualquer pessoa tem muito, mas muito mais chances de ter um orgasmo acompanhada se os tiver conhecido sozinha.
Há dois motivos pra isso. O primeiro e mais óbvio é se conhecer, descobrir do que gosta e como gosta. O segundo é simplesmente quebrar o tabu. A gente tem travas porque nos ensinaram que é feio, que não pode, que onde já se viu fazer uma coisa dessas. Uma vez transpostas essas barreiras, as outras ficam tão mais simples. É preciso livrar-se dos seus pudores sozinha pra depois livrar-se deles com o outro. E livrar-se dos pudores é primordial, ou alguém consegue relaxar e gozar com um monte de minhocas na cabeça?
Lá vem o chato de novo, dessa vez pra perguntar o que é que essa guriazinha que mal saiu das fraldas faz falando como se fosse grande entendida no assunto. De fato, grande entendida não sou. Pouco li sobre, quase sempre em revistas femininas (aquelas feitas para a Amélia moderna) e não sei o que dizem os especialistas. Sei que tenho saudade de dormir de conchinha, de pegar no sono com a cabeça ao peito, de beijo de bom dia com bafo. Quanto ao resto, vou me virando como posso. Claro que não tem a mesma graça, mas pelo menos não perco a prática.
Tenho falado um bocado sobre sexo ultimamente, provavelmente porque estou sem. Eu tenho namorado. A dois mil quilômetros de distância, mas tenho. Também tenho escrúpulos, o que quer dizer que não vou ficar com outra pessoa porque faz parte da minha natureza monogâmica. Quem mandou ser careta? Azar meu.
É claro que isso não passaria impune pelos meus adorados amigos de língua afiada. Dia desses, mesa de boteco só com mulheres, o assunto descambou pra sexo e vieram as piadinhas do tipo “não sei como você agüenta”, ao que respondi que ia me virando bem sozinha, mesmo não tendo a mesma graça. Pronto! Estrago feito! Os olhares na minha direção não eram mais jocosos, variavam entre o incrédulo e o horrorizado. Eu havia tocado no assunto proibido. Uma levanta para ir ao banheiro, outra vai buscar cerveja, duas começam a falar sobre trabalho. Porra! O que foi que eu fiz de errado!?
Sinceramente, eu sou pervertida, mesmo, ou o mundo é que é reprimido? Lembrei de uma conversa que tive tempos atrás com outra amiga. Ela estava de namorado novo, insegura por ainda não ter feito test drive no moço, reclamava que tinha 25 anos e não sabia o que era orgasmo. Mas nunca? – Perguntei – Nem sozinha? O olhar dela foi semelhante ao das garotas no boteco. Parecia que eu a tinha ofendido. Ela sequer havia pensado nessa possibilidade.
Engraçado. As mulheres que eu conheço vão a sex shops, dão em cima dos caras que lhes despertam interesse, tomam anticoncepcional, fazem sexo casual, mas não se masturbam. Alguém vai me dizer que é cultural, que meninos ganham revistas de sacanagem aos 12 enquanto meninas são ensinadas a esperar o príncipe encantado. Tá, até entendo os motivos, só que continuo achando injusto a mulherada chegar aos 30 sem nunca ter gozado. Poxa, se os homens são tão bons nisso (às vezes para o nosso azar) é porque têm muito mais prática. Qualquer pessoa tem muito, mas muito mais chances de ter um orgasmo acompanhada se os tiver conhecido sozinha.
Há dois motivos pra isso. O primeiro e mais óbvio é se conhecer, descobrir do que gosta e como gosta. O segundo é simplesmente quebrar o tabu. A gente tem travas porque nos ensinaram que é feio, que não pode, que onde já se viu fazer uma coisa dessas. Uma vez transpostas essas barreiras, as outras ficam tão mais simples. É preciso livrar-se dos seus pudores sozinha pra depois livrar-se deles com o outro. E livrar-se dos pudores é primordial, ou alguém consegue relaxar e gozar com um monte de minhocas na cabeça?
Lá vem o chato de novo, dessa vez pra perguntar o que é que essa guriazinha que mal saiu das fraldas faz falando como se fosse grande entendida no assunto. De fato, grande entendida não sou. Pouco li sobre, quase sempre em revistas femininas (aquelas feitas para a Amélia moderna) e não sei o que dizem os especialistas. Sei que tenho saudade de dormir de conchinha, de pegar no sono com a cabeça ao peito, de beijo de bom dia com bafo. Quanto ao resto, vou me virando como posso. Claro que não tem a mesma graça, mas pelo menos não perco a prática.

18 Comments:
Bom texto, Luiza.
Você apresentou as idéias de uma maneira tranqüila, sem vulgarizar o tema.
Era isso que você queria?
Beijinho ;)
10:00 AM
Isso aeeee, abaixo a estes puritanos, afinal de contas com não sabe nem se dar prazer quem dirá dar prazer a outra pessoa, um viva a masturbação eeeeeeee
10:28 AM
pô, taí uma discussão que eu acho relevante pra caramba: sim, sim, porque mulheres acham que é tabu se masturbar? ou mesmo falar sobre?
eu, pessoalmente, acho LINDO ver uma menina se tocando. é extremamente excitante e abre todo um caminho para novas brincadeiras.
legal. vou levantar essa bola por aí. se eu conseguir fazer um textinho, te linco.
agora eu vou lá nos autistas fazer comentários nonsense indecorosos. rá!
11:10 AM
Tch, namorados que moram longe... :p
E eu ia falar outra coisa, mas antes eu precisaria consultar o chefe.
5:38 PM
Só acrescento que, além de todas as vantagens já citadas, meninas que se masturbam tendem a mandar melhor. E tenho dito.
7:57 PM
Ooopss, fui citado? "Lá vem o chato de novo..." Como assim, se é a primeira vez que venho aqui?
Ah!, tá. Deve ser outro chato, então, pois eu não faria esse tipo de pergunta.
hehehehehe gostei do post e do blog abs
8:11 PM
Masturbação não deve ser a única forma de obter prazer, mas é uma ótima forma de relaxar obtendo prazer.
7:04 AM
Visite o blog do dennis.
Link no meu blog.
9:43 AM
Viva a siririca.
9:59 AM
o nome dá medo: MASTURBAÇÃO. parece doença. ótimo texto e tenta de novo esse assunto quando a cerveja das tuas convivas já tiver atingido níveis de assassinato à inibição! bj
10:01 AM
Descobri seu texto em um link no Bereteando. Não sei quantos anos você tem Luiza, mas tenho certeza que sou muito mais velha e fui criada com toda a repressão da minha geração. Te garanto que não há idade nem condição (namorado distante ou próximo) para a prática da masturbação feminina.
Acho que é uma questão pessoal. Mulheres que pensam em sexo se estimulam,tocam-se e fantasiam.E isso é bom e saudável para para ela e também para seu parceiro, esteja ele perto ou longe.
Entre minhas amigas (quase todas com mais de 40)chamamos graciosamente de "fazer justiça com as próprias mãos" quando estamos sem parceiro ou "brincar de fantasma" quando temos um que simplesmente não está ali no momento.
Também nada nos impede de brincar com o fantasma presente, pelo contrário, é bem divertido e sensual.
Masturbar-se é bom. Você não é nem depravada nem pervertida. Te garanto!
10:33 AM
Poxa, a Nora já disse tudo! Acho que as amigas da Luiza talvez com o tempo e a experiência irão aceitar melhor conversar livremente sobre masturbação, siririca, justiça com as próprias mãos, etc. Não há época certa para começar, nem motivo específico, ou freqüência, basta bater aquela vontade e ter um momento de privacidade. Ah, pode fazer na frente do parceiro também.
4:16 PM
Buenas... fiquei curiosa quanto à faixa etária dessas tuas amigas pudicas, mas fico com a opção de que o nome - que alguém brincou dizendo parecer de doença - intimide-as. O fato em si? Com ou sem distância é hábito saudabilíssimo, menos por questão didática ou prática que pela peculiaridade do momento consigo. Masturbar-se não é mero paliativo para necessidade fisiológica em tempos de distância matrimonial, mas fato da vida - bom fato, aliás, com função de cor, leveza e qualquer coisa assim como aquele enlevo de saber-se.
10:02 PM
Luiza, bela surpresa esse seu blog, hehehe. Thanks pro Zé, q te linkou no dele...
Quanto ao post, aposto q essas amigas suas tão tudo fingindo de égua. :)
8:28 AM
lu, o q seria de nós sem as nossas mãos??? e eu acho que as pessoas são reprimidas mesmo.
Não pratico sexo verdadeiro a mais de 6 meses! acho que estou precisando de um pouco de sacanagem hahaha
11:56 PM
Gostei também Luiza!
Comecei a "me conhecer melhor" também quando tinha um namorado a distância. E foi a melhor coisa.
Também sinto este tabu entre as mulheres e quando falo em me virar sozinha me olham com uma cara e dizem que não é a mesma coisa. Não é mesmo, mas elas falam como se fossem superior, do tipo "não vivo sem homem", e já me senti mal. Mas na verdade, elas não sabem se dar prazer. Elas sim deveriam ficar envergonhadas... E no final das contas, muitas vezes não gozam nem com homens. Nada como se conhecer para saber como chegar lá.
2:29 PM
Luiza, que bom que existem garotas bacanas como vc nos dias de hoje, época de valores tão invertidos.
Nice 2 meet u
Cheers
11:06 PM
vix,
tema espinhoso,
é o 13º post que leio de meninas com o mesmo ponto de vista,
foi bem!
1:42 PM
Postar um comentário
<< Home