Pensamentos aleatórios, divagações ou nonsense puro

Segunda-feira, Agosto 22, 2005

Mensagem gratuita

Este blog se mudou. Por favor, consulte o Google.

Sim, sim, sim. A partir de hoje endereço novo, esse aqui, ó, inaugurado mesmo com o síndico me devendo uma pintura na parede.

Foi bom estar com vocês, foi bom brincar com vocês.

A seguir voltamos com nossa programação (a)normal.

Sábado, Agosto 20, 2005

Filmes proibidos pra diabéticos

Porque hoje eu quero pijama, sofá, cobertor, pipoca e caixa de lenço. O cérebro que fique quietinho lá no canto dele e não me torre a paciência.
1. Dez coisas que eu odeio em você
2. Nunca fui beijada
3. Matador em conflito
4. Mensagem pra você
5. Ela é demais

***

E antes que eu me esqueça, o Gejfin escreveu o post mais relevante do século. Palmas!

Quinta-feira, Agosto 18, 2005

Ultiminha antes de dormir

Não ensinaram a gente a respeitar a fé alheia? Pois bem, deveriam ter ensinado a respeitar falta de fé. Por que parece mais fácil pra maior parte das pessoas aceitar um credo completamente diferente do seu do que a simples ausência deles?

Por quê? Por quê? Por quê?

Pois hoje me perguntaram se eu acreditava em Deus. Mais objetivo e menos indelicado do que perguntar minha religião, pra me poupar do trabalho de explicar que raios é agnóstico.
Por que pessoas ficam horrorizadas? Poxa, eu respeito os outros, penso no bem comum e não sou de tirar vantagem. É isso que me faz colocar a cabeça no travesseiro è noite e dormir tranqüila. Neguinho acha que vou arder no inferno só porque chamo de bom senso aquilo que ele chama de valores cristãos.

Além do mais, Deus é uma saída muito fácil, resposta pra tudo. Sempre achei as perguntas muito mais interessantes.

***

Os guris lá do trabalho acham que eu tenho cara de enciclopédia. Três dias de casa. Ontem o tema foi Oriente Médio. Avalanche de perguntas: Quem são aqueles caras que comem comida Kosher? Qual a diferença entre judeu e muçulmano? Qual é a desses palestinos? Quem são os caras que tem mesquita? Mas por que esse povo briga tanto?

Hoje o tema foi comunismo. O que é isso? Funciona? Onde tem? E a China? E Cuba? Esse Karl-coisa é de que partido?

Estou com medo de amanhã.

Como é difícil escrever quando a gente chega em casa tarde todo dia...

Terça-feira, Agosto 16, 2005

Bula do disk pizza

Solteira novamente, lembro-me dessa importantíssima figura conhecida pelos mais diversos nomes, um mais infame que o outro: aspirina, caso, “amigo”... Ainda que sob protestos (do próprio), eu prefiro disk pizza, aquele que (teoricamente) não dá trabalho e pra onde a gente liga porque precisa ou simplesmente porque gosta. Haveria muito menos guerras se todo mundo tivesse o seu.

Informações técnicas:
Numa pesquisa antropológica seriíssima feita entre amigos de ambos os sexos identifiquei dois tipos de disk pizza.
1) Aquele que um dia já foi um relacionamento sério e que volta e meia reaparece, especialmente em períodos de entressafra (seus e dele).
2) Aquele com quem você nunca teve nada sério e provavelmente nunca terá, mas que é só chegar perto pra sair faísca.

Alguns esclarecimentos importantes:
Uma relação do tipo disk pizza se dá entre dois adultos de comum acordo e é via de mão dupla, do contrário é canalhice pura e simples. Exemplificando, você não vai dizer pra um disk pizza que ele é o amor da sua vida. Não há razão para iludi-lo, o que me leva a pensar que esse é o tipo mais sincero de relacionamento. Também não vai ligar pra ele quando der vontade e ignorá-lo no resto do tempo, principalmente porque na maioria das vezes a sua relação com o disk pizza é mais longa do que com namorados, cônjuges e afins.

Modo de usar:
Sempre que necessário, porém tomando o cuidado de evitar exposição prolongada. Disk pizzas funcionam como remédios para obesidade: você usa por um período e fica um período afastado, sob pena de sofrer com as reações adversas. Por falar nelas...

Reações adversas:
Ausência de faíscas provocada pelo uso prolongado é bastante comum. Foram relatadas também confusão de sentimentos, crises de ciúme e ressaca moral. Contudo a mais óbvia e mais perigosa reação é envolvimento emocional. Quando é de ambas as partes, ótimo, todos vivem felizes para sempre como pombinhos apaixonados, ou até que alguma coisa que não a morte os separe. O problema é que normalmente não é. Disk pizza é um produto perigoso e deve ser usado com moderação.

Segunda-feira, Agosto 15, 2005

Instrumentos de tortura cotidiana

Já devo ter dito isso, mas certas coisas merecem ser expostas, mesmo parecendo óbvias: ser humano é um bichinho eternamente insatisfeito. Não me refiro aqui a questões filosóficas e existenciais, mas a algo bem mais simples: aparência.

É histórico. Os egípcios já usavam maquiagem e esmalte, até mesmo como símbolo de poder. Os Hunos arrancavam os pêlos do rosto e queimavam o local para que não nascesse mais barba. Na Roma antiga, Ovídio escreveu

Aprendam, belas jovens, os cuidados que embelezam o rosto e os meios de proteger sua beleza. (...) Tudo o que é decorado agrada; os altos tetos são folheados de dourado; a terra escura desaparece sob um revestimento de mármore; a lã recebe várias tinturas nas caldeiras de Tiro (...)”*

O que eu entendo disso? Nenhuma civilização está plenamente feliz com o invólucro no qual veio ao mundo e trata de criar recursos para melhorá-lo. Até aí tudo bem(?), não fossem os meios. O que dizer das mocinhas que viviam na corte à época de Luís XIV? Elas desmaiavam tanto não era à toa. Experimente usar um espartilho que comprima suas costelas até lhe deixar com uma cinturinha de trinta centímetros. Aquilo não era sensibilidade, era falta de ar! E as chinesas idolatradas pelos pés pequeninos? Envolvê-los em faixas para que não crescessem causava deformações permanentes, o que não deixava de ser prático, pois impedia que a mocinha fugisse do pai ou do marido por não conseguir correr.

Aposto que tem alguém pensando “ainda bem que os tempos são outros”. Que são outros não há dúvida, mas ainda bem por que? Achou o método huno drástico demais? O princípio é o mesmo da depilação a laser feita hoje em dia e sua prima pobre, a cera. Dá pra ir mais longe, com gente que injeta toxina botulínica no rosto ou que se submete a cirurgias estéticas. Tá bom, tá bom, sem exageros. Deixarei pelas moças que puxam e repuxam os cabelos, utilizam formol ou uma porção de substâncias tóxicas para deixá-los mais lisos, mais cacheados, mais coloridos... (Já notou que grávida não pode pintar o cabelo?)

Particularmente, com exceção da tal da cera, eu dispenso todos esses métodos de tortura. Meus instrumentos de danação são outros. Ficar em pé o dia inteiro com o peso do corpo sobre os dedos e o calcanhar apoiado numa haste de cerca de um centímetro de espessura por uns sete de altura, por exemplo. Ou então tentar permanecer de olhos abertos, cabeça inclinada pra trás, enquanto aproximo dos pobres uma escovinha cheia de tinta preta, ainda correndo o risco de errar os cílios e acertá-la dentro do olho.

Civilização é um saco.

* OVÍDIO. A arte de amar. L&PM, Porto Alegre, 2002. Pp.163.

Sexta-feira, Agosto 12, 2005

Inspirado pelo embate ideológico iniciado ontem na caixa de comentários e pela minha ida à faculdade mais caminhada pela XV hoje de manhã.

Coisas que me fazem curitiboca*

1. Gostar (de verdade) de Cini gengibirra.
2. Passear na Rua XV.
3. Assistir concerto de graça no Guaíra domingo de manhã, depois comer pastel na feirinha (que só tem esse nome por motivos afetivos, visto que é imensa).
4. Ainda no domingo, ir ao cinema qualquer que seja o filme só porque custa R$1,00.
5. Tomar o pior café com o melhor pão de queijo da cidade na cantina da Reitoria, mesmo não estudando mais lá.
6. Falar mal da Avenida Batel e tomar cerveja no Largo.
7. Fazer maratona pra assistir todas as peças gratuitas na época do Festival de Teatro.
8. Reclamar MUITO do tempo.
9. Ter uma sombrinha na bolsa permanentemente.
10. Dizer que bom mesmo era na época dos shows na Pedreira.

*Mistura de curitibano com boboca. Se bem que ultimamente eu estou bem mais pra curitibaiana.

Quinta-feira, Agosto 11, 2005

Estréias

E viva! Segunda-feira emprego novo! Vovô que é militar (se aposentou em janeiro de 64, motivo pelo qual serei eternamente orgulhosa) deve estar feliz. Apesar de não ter conseguido convencer nenhum neto a seguir seus passos, agora ele tem uma que usa pseudo-farda, exerce uma função com nome de patente militar e tem até subordinados. Não é lindo?

Por falar em estréia, estou de mudança. Não, ainda não é pra Bahia. Tiagón e Gejfin são caras muito bacanas e me avisaram que havia um apartamento vago lá no condomínio há algum tempo. Por que eu não me mudei antes? Ora bolas, porque apanho até de um reles editor de textos, que dirá fazer um template?

Então cá estava eu, dependendo da bondade de estranhos no maior estilo Marilyn Monroe quando eis que surge o quebra-galho-mor-slavedesigner-terapeuta-emprestador-de-scanner-parceiro-de-cerveja-carona-falador-de-abobrinha-melhor-amigo-salve-salve Alisson. Como sempre o guri apareceu num momento de desespero pra salvar a minha vida e fez um template ótimo! Só pra variar, o que seria de mim sem você, Ali?

Agora sim, falta pouco pra estréia. Aguardem a inauguração com coxinha, empadinha, gasosa de gengibirra e recital de trombone de vara.